Os benefícios dos exercícios físicos na saúde emocional

Os benefícios dos exercícios físicos na saúde emocional

A relação entre a prática de exercícios físicos e a manutenção da saúde mental já é um consenso entre os profissionais de saúde.

Novos estudos apontam que a atividade física regular diminui os riscos de depressão e reduz a perda cognitiva em pacientes com mal de Alzheimer, por exemplo.

Muito além do físico

Além de melhorar o condicionamento físico, a prática regular de atividade física também melhora a capacidade cognitiva e diminui os níveis de ansiedade e estresse de maneira geral.

Fazer exercícios contribui para melhorar a autoestima, o autoconceito, a imagem corporal, as funções cognitivas e de socialização de pacientes que apresentam algum risco de saúde mental.

Nesse caso, atividade física significa qualquer movimento corporal produzido pela musculatura esquelética e que resulta em gasto energético para o praticante.

Nestas atividades há ainda componentes de ordem biopsicossocial, cultural e comportamental que podem ser exemplificados por jogos, lutas, danças, esportes, exercícios físicos, atividades laborais e deslocamentos.

Tudo isso torna a atividade física uma ferramenta indispensável para a promoção da saúde mental, com custos consideravelmente menores quando comparados com outras abordagens terapêuticas e medicamentosas.

Função cognitiva

Em um estudo de referência, 23 mulheres saudáveis, com idades entre 60 e 70 anos, fizeram uma hora de caminhada três vezes por semana, juntamente com exercícios de alongamento e de flexibilidade.

Após seis meses registrou-se melhoras nos níveis de atenção, memória, agilidade e no padrão de humor em comparação ao grupo de controle com 17 mulheres sedentárias.

Segundo as conclusões do estudo, isso sugere que a participação em um programa de atividade física é uma alternativa não medicamentosa importante para a melhora cognitiva em idosas.

Redução do estresse

A atividade física regular é uma das melhores ferramentas para prevenção de diversas doenças e promoção da saúde. No caso do combate ao estresse não é diferente.

Há uma relação direta entre atividade física e relaxamento. Algumas pessoas relaxam ocupando-se de grandes atividades motoras como esportes, corridas ou exercícios físicos, enquanto outras preferem exercícios respiratórios e relaxamento progressivo para aliviar o estresse.

Além de liberar endorfinas no cérebro, a atividade física ajuda a relaxar os músculos e aliviar a tensão. Com o corpo menos tenso, a mente passa a se sentir melhor.

Depressão

O exercício físico é reconhecido como um importante aliado no combate à depressão, nos casos leves e moderados. A atividade física proporciona a distração dos estímulos estressores, além de dar ao paciente um maior controle sobre seu corpo e sua vida. Isso sem contar a oportunidade de interação social com o convívio com outras pessoas.

Há também fatores biológicos relacionados ao efeito da endorfina, uma substância gerada pelo exercício e que pode reduzir a sensação de dor ou produzir um estado de bem-estar. O exercício físico associado ao tratamento também pode promover melhoras na produção de monoaminas cerebrais, como serotonina e noradrenalina.

Contudo, um problema comum em indivíduos com depressão é a falta de engajamento para a prática de atividade física. Por isso, o profissional de educação física envolvido deve agir em conjunto com o médico e adequar o treinamento ao plano terapêutico ou psiquiátrico.

É fundamental que haja encorajamento e suporte, além de tomar cuidado para que a intensidade não seja maior do que o indivíduo pode realizar. O objetivo não é gerar frustrações, e sim estabelecer metas possíveis de serem alcançadas.

Os exercícios mais indicados para prevenir a depressão são a caminhada e a corrida. Por serem exercícios aeróbios, facilitam a produção de monoaminas cerebrais e promove efeitos psicossociais que reduzem os sintomas da depressão.

Leia também:

Deixe uma resposta