TREINADOR X MOTIVADOR: ENTENDA A DIFERENÇA

Cuidado ao avaliar o que tem valor em seu planejamento de treinos 

Vivemos a era das sensações. A busca incessante pela experiência. Como treinador de corrida, pude observar ao longo dos anos não só a mudança da população em relação a forma de lidar com a atividade física, como também estudar (e ainda estudo, com o mesmo afinco) as diferenças e evoluções na preparação física.

Para quem não sabe, conduzo há 10 anos cursos de capacitação para treinadores de corrida, e nesse período não sobrou sequer um slide para contar história em relação ao meu primeiro ano de docente. MUITA coisa mudou, evoluiu, foi reavaliada. Mas como disse no início do texto, vivemos a era das sensações. E nessa era, inserir lógica e planejamento, num mundo cada vez mais imediatista, é uma tarefas das mais árduas.

Isso acontece porque, em muitos casos, a sensação de um treino difícil, onde você suou a camisa e se cansou muito, está associado a um treino “eficiente”. Por isso, hoje pipocam academias de sppining, corrida e grupos de treinamento funcional em parques, vendendo aulas avulsas.

Se pararem pra pensar, o ÚNICO requisito necessário para conduzir essa aula é o carisma, a empatia, pois o público é rotativo e não existe necessidade nem condição de avaliar um corredor nesse cenário. Em resumo, a análise da eficiência do treinador se dará pelo nível de suor que o corredor derramará, e o cansaço ao final do treino. Nessa hora, você não precisa ser um treinador. Basta ser um “treineiro”, ou um bom motivador.

Por isso, não deixem de buscar o conhecimento, a melhoria da técnica, novas informações. Questionem o seu treinador. Procurem entender porque você precisa fazer “A” ao invés de “B”. A única forma de entender melhor porque e como você deve se preparar, é através de uma única palavra: conhecimento!

 


AUTOR:

Darlan Duarte – Gestor treinador da Pacefit Assessoria Esportiva

Pós-graduado em Biomecânica do Esporte e Treinamento Desportivo pela (FMU)

@darlanduarte

www.pacefit.com.br